Hiperpigmentação Cutânea

O que é hiperpigmentação cutânea?

É a produção excessiva de melanina caracterizada por manchas escuras na pele, que podem ser de origem endógena (por dentro), ou exógena (por fora) ou até mesmo uma má distribuição do pigmento, Lentigo solar. Efélides (sardas), máculas, HPI (Hiperpigmentação causada por inflamação) e melasma estão entre as desordens pigmentares que afetam a pele do indivíduo, sendo melasma e HPI as alterações mais comuns nos tratamentos pigmentares.

 

Principais despigmentantes tópicos

Utilizados por um determinado período de tempo provocam um clareamento da pele. A maioria tem como mecanismo de ação a inibição da enzima tirosinase. Tirosinase, também conhecida por monofenol monoxigenase é uma glicoproteína transmembrana (são proteínas que tem um ou mais açucares ligados covalentemente a estrutura peptídica da mesma, sem repetição de unidades em série, sendo os açúcares grupos prostéticos dessa), contendo cobre (metaloenzima) que catalisa a oxidação de fenóis, quer em animais, quer em plantas sendo a enzima responsável pela melanogênese em mamíferos. Um dos produtos da ação desta enzima é a melanina. Existem vários tipos de despigmentantes no mercado, porém poucos estudos provando a segurança e a eficácia. Motivos para o uso destes produtos variam de acordo com a cultura. Na Arábia Saudita, África, Paquistão e Sul da Ásia o uso de despigmentante é permitido e muito utilizado por mulheres, mesmo não conhecendo a composição do produto.

Os despigmentantes apresentam ação redutora com efeito antioxidativo na formação da melanina, inibindo a melanogênese.

É bem absorvido por todas as camadas da pele, agindo como um solvente  para a matriz intercorneócita diminuindo o excesso de queratina, diminuindo a pigmentação por vários mecanismos, esfoliando o estrato córneo, e com o aumento da epidermólise, dispensa a melanina na camada basal da epiderme. Se a pele do paciente for sensível, pode ocorrer irritação.

Os ácidos com maior peso molecular penetram mais lentamente fazendo com que seu efeito na pele fique uniforme.

A Tretinoína (ácido retinóico), é uma substância lipossolúvel, necessita de uma proteína específica camada CRABP para ser transportado, pois seus níveis são encontrados em maiores quantidades na epiderme do que na derme. O uso do ácido retinóico faz com que a produção de melanina seja reduzida. Controla a liberação de ativos irritantes, ao dispersar os grânulos no interior dos queratinócitos, os melanossomos sofrem interferência em sua transferência, fazendo com que aconteça aceleração da renovação celular, aumentando a perda do pigmento.

 

PRINCIPAIS ATIVOS DESPIGMENTANTES CONCENTRAÇÕES DE USO
AA2G (Ácido Ascórbico 2-Glucosídeo) 1 – 2%
Ácido ascórbico 1 –  5%
Ácido azeláico 15 – 20%
Ácido fítico 2 – 5%
Ácido glicólico Máx. 10%
Ácido Kójico 1 – 4%
Ácido mandélico Máx. 10%
Ácido retinóico 1 – 5%
Ácido salicílico MÁX. 2%
Algowhite 1 – 10%
Antipollon 1 – 5%
Arbutin 1 – 3%
Ascorbosilane C 3 – 4%
Biowhite 1 – 4%
Extrato de licorine 0,5 – 2%
Hidroquinona 1 – 10%
Lumiskin 4% (40ppm)
Melawhite 2 – 5%
Melfade 3 – 8%
Skin whitening complex 2 – 5%
VC-IP 0,01 – 1%
VC-PMG 1 – 3%
Vitazyme C 0,6 – 3%

 

Tabela adaptada: Ribeiro, C.J.; Ferrari, M. Cosmetologia aplicada a dermoestética. 2. Ed. São Paulo, 2010.
Fonte: Revista Estética com Ciência (junho/2016)

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